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POLÍTICA

Senado aprova PEC que acaba com a reeleição e estabelece mandatos de cinco anos

Comissão de Constituição e Justiça aprova texto que extingue reeleição para presidente, governadores e prefeitos; PEC unifica eleições a partir de 2034

Publicado em 22/05/2025 às 12:00

(Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (21), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 12/2022, que extingue a possibilidade de reeleição para cargos do Executivo no Brasil — presidente da República, governadores e prefeitos. A proposta também amplia os mandatos desses cargos, bem como de deputados e vereadores, para cinco anos.

A proposta inicial previa a ampliação do mandato dos senadores de oito para dez anos, mas, após negociações, o relator da PEC, senador Marcelo Castro (MDB-PI), apresentou novo parecer, alinhando o mandato dos senadores também para cinco anos, igualando ao tempo dos demais cargos eletivos.

Outro ponto fundamental do texto aprovado é a unificação das eleições no país. Atualmente, os brasileiros vão às urnas a cada dois anos para escolher representantes municipais e nacionais, mas com a PEC, todas as eleições serão realizadas de forma simultânea, a partir de 2034. A mudança visa reduzir custos e aumentar a eficiência do processo eleitoral.

A proposta ainda estabelece um período de transição para o fim da reeleição. Em 2026, as regras atuais permanecem. Em 2028, os prefeitos poderão se candidatar à reeleição pela última vez e, se eleitos, terão mandatos estendidos para seis anos, de modo que todos os cargos coincidam na eleição de 2034. Já em 2030, será a última oportunidade de reeleição para governadores. A partir de 2034, todos os mandatos passam a ter duração de cinco anos, sem possibilidade de recondução consecutiva.

O relator destacou que o fim da reeleição busca fortalecer a alternância de poder e reduzir o uso da máquina pública para fins eleitorais. A proposta agora segue para o plenário do Senado, onde precisa ser aprovada em dois turnos antes de ser enviada à Câmara dos Deputados.

Caso o texto seja definitivamente aprovado, representará uma das maiores mudanças no sistema político-eleitoral brasileiro desde a Constituição de 1988.

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