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PAPO DE ESPECIALISTA

Dor no Nervo Ciático: por que o remédio nem sempre resolve?

Confira o artigo da Dra. Ana Claudia Petrini, fisioterapeuta mestre em Fisioterapia, com formação completa em Osteopatia e mais de 10 anos de experiência

Publicado em 14/01/2026 às 21:31
Atualizado em

Imagem Ilustrativa (Foto: Google Imagens)

Muitas pessoas que sofrem com dor no nervo ciático já passaram pela mesma situação: tomam analgésicos ou anti-inflamatórios, sentem um alívio temporário… mas a dor volta.

Isso gera frustração, insegurança e a sensação de que “nada resolve”. Mas a verdade é que, em muitos casos, o problema não está no remédio e, sim, nas origens da dor.

Dor no nervo ciático é sempre inflamação?

Não necessariamente.

A dor no nervo ciático, também chamada de lombociatalgia, é muito comum e pode atingir quase metade da população ao longo da vida. Apesar disso, nem toda dor ciática tem origem inflamatória.

Na prática clínica, é muito frequente que essa dor esteja relacionada a:

  • “travamentos” articulares;
  • “tensão” muscular;
  • sobrecarga no dia a dia;
  • alterações viscerais;
  • ou problemas no movimento da coluna e da pelve.

Ou seja: uma causa com predominânica mecânica.

Quando isso acontece, o medicamento pode até diminuir a dor por um período, mas não corrige o que está causando o problema.


Por que o anti-inflamatório muitas vezes não funciona?

Porque, em grande parte dos casos, não existe inflamação ativa suficiente para justificar o uso contínuo do remédio.

Estudos científicos mostram que os anti-inflamatórios nem sempre são eficazes para dor ciática, justamente porque o problema costuma estar relacionado ao movimento e não a um processo químico inflamatório.

Isso não quer dizer que o remédio seja “ruim” ou desnecessário. Ele é muito importante quando bem indicado, principalmente em fases agudas.

Mas quando a dor persiste, é um sinal de alerta: algo no corpo não está se movimentando como deveria.

Dor causada por movimento se trata com movimento!

É aqui que a fisioterapia faz diferença.

Durante uma avaliação fisioterapêutica individualizada, o profissional analisa:

  • como a pessoa se movimenta;
  • onde estão as restrições;
  • quais estruturas estão sobrecarregadas;
  • e por que o nervo ciático está sendo “irritado”.

A partir disso, o tratamento é direcionado e pode incluir:

  • terapia manual;
  • técnicas osteopáticas;
  • exercícios específicos para o caso sempre com o objetivo de restaurar a função do corpo, e não apenas aliviar a dor momentaneamente.


Cada caso é único e o tratamento também deve ser!

Não existe tratamento padrão para dor no nervo ciático.

Cada pessoa tem uma rotina, um histórico e um corpo diferente. Por isso, resultados duradouros dependem de uma abordagem individualizada, segura e baseada em conhecimento técnico.

Quando as causas são corretamente identificadas, o corpo responde melhor e, a dor, tende a diminuir de forma mais consistente.

Quando procurar ajuda?

Se você:

  • sente dor no nervo ciático que vai e volta;
  • já usou medicamentos sem melhora duradoura;
  • tem dor que irradia para glúteo ou perna;
  • sente limitação para trabalhar, caminhar ou dormir;

buscar uma avaliação fisioterapêutica pode ser um passo importante para entender o que está acontecendo e evitar que o problema se torne crônico.

Dra. Ana Claudia Petrini – Fisioterapeuta, Mestre em Fisioterapia. Crefito: 197096-F. Formação em Osteopatia. Experiência clínica de mais de 10 anos no tratamento da dor, por meio da terapia manual.

Referências

  • Frasson VB. Dor lombar: como tratar? OPAS/OMS – Representação Brasil.
  • Roelofs PDDM et al. Anti-inflamatórios para dor lombar. Cochrane Database of Systematic Reviews

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Fonte:

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